Entenda, com exemplos simples e linguagem clara, como o Direito pode ser aplicado em situações reais da sua vida.

A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.

Conhecer o Direito é uma forma de se proteger

A advocacia não começa apenas quando um processo é iniciado. Ela pode — e deve — estar presente sempre que uma dúvida surgir, um direito for ameaçado ou uma decisão importante precisar ser tomada.

Nesta página, você vai entender como o Direito se aplica a situações reais da vida, com exemplos simples e diretos. Nosso objetivo é ajudar você a reconhecer os momentos em que vale a pena buscar orientação jurídica, com responsabilidade, clareza e sem promessas ilusórias.

Informação jurídica de qualidade é também uma forma de justiça. E compreender seus direitos é o primeiro passo para protegê-los com segurança.

Direito Imobiliário:

Lidar com imóveis vai muito além da posse física: envolve contratos, registros, obrigações legais e proteção patrimonial.

O Direito Imobiliário oferece segurança jurídica para quem deseja comprar, vender, alugar, regularizar ou defender a posse ou propriedade de um bem — seja residencial, comercial ou rural.

Também atua na prevenção de litígios e na solução de conflitos entre vizinhos, herdeiros, compradores ou ocupantes.

Sim. O contrato particular serve como prova da negociação, mas só o registro no Cartório de Registro de Imóveis garante a transferência legal da propriedade. Sem esse registro, o imóvel ainda estará em nome do antigo proprietário.
Talvez sim. Se você ocupa o imóvel de forma contínua, pacífica e sem contestação por muitos anos, pode haver possibilidade de usucapião. Cada caso depende de tempo de posse e outros requisitos legais.
Sim, desde que o contrato esteja por escrito e seja assinado pelas partes. No entanto, o reconhecimento de firma e o registro não são obrigatórios, mas dão mais segurança jurídica.
Você pode notificar o inquilino e, se não houver pagamento, ajuizar ação de despejo. O ideal é ter um contrato assinado e provas da inadimplência. Quanto mais cedo agir, menores são os prejuízos e maior a chance de resolver sem litígio prolongado.Se o imóvel for fruto de um contrato de empreitada, o prazo máximo para reclamar sobre defeitos estruturais é de até 5 anos após a entrega da obra, conforme o Código Civil.
Se alguém entrou no seu imóvel ou terreno sem sua permissão, você pode pedir que a Justiça determine a saída imediata da pessoa e a devolução da posse. Quanto mais recente for a invasão, maior a chance de conseguir uma decisão rápida. O ideal é agir o quanto antes e reunir documentos que provem sua posse ou propriedade, como escritura, recibos ou fotos.

Direito do Trabalho:

A relação entre empregado e empregador deve ser baseada em respeito, equilíbrio e cumprimento da lei. Quando esse vínculo é rompido ou desrespeitado, por omissão, abuso ou falta de orientação, o Direito do Trabalho serve para proteger quem teve seus direitos violados.

Também é uma área essencial para empregadores que desejam agir de forma preventiva e responsável, evitando riscos e orientando sua gestão de forma correta.

Sim. Mesmo sem registro, você pode ter o vínculo reconhecido judicialmente. Basta comprovar que havia uma relação de trabalho com subordinação, horário fixo e frequência. Com isso, é possível cobrar salários, férias, 13º, FGTS e outros direitos.
Um advogado pode analisar o seu caso e verificar se os valores pagos na rescisão estão corretos. É comum encontrar diferenças em verbas como aviso prévio, férias, 13º salário, saldo de salário ou multa do FGTS. Cada caso precisa ser avaliado com atenção.
Um advogado pode analisar seu termo de rescisão e os comprovantes de pagamento. É comum haver erros ou omissões em férias, aviso prévio, 13º ou multa do FGTS. Não assuma que está tudo certo sem revisar.
Sim, em muitos casos é possível pedir a chamada “rescisão indireta”, que é como se fosse uma justa causa contra o empregador. O ideal é buscar orientação, reunir provas e agir com cautela.
Se o contrato ainda está ativo, os valores podem ser cobrados referentes aos últimos 5 anos. Após o fim do contrato, você tem até 2 anos para entrar com uma ação trabalhista.

Direito Previdenciário:

O Direito Previdenciário garante proteção às pessoas em momentos de afastamento do trabalho, aposentadoria, doença, idade avançada ou morte de um familiar.

Essa área envolve não apenas o acesso a benefícios como aposentadorias, auxílios e pensões, mas também a revisão e a correção de falhas do INSS.

Uma orientação correta faz diferença entre ter o benefício negado ou reconhecido com justiça.

Sempre que houver dúvida ou dificuldade com aposentadoria, pensão, auxílio-doença, BPC/LOAS, contribuições, ou quando o INSS negar um pedido de benefício. Um advogado também pode orientar sobre como reunir documentos e se preparar corretamente antes de solicitar.
A negativa do INSS não é definitiva. O caso pode ser reavaliado por recurso administrativo ou ação judicial, dependendo do motivo da recusa. É importante agir dentro dos prazos legais e com base em documentação correta.
Em muitos casos, sim. Com planejamento ou revisão, é possível incluir contribuições esquecidas, excluir períodos prejudiciais ou corrigir erros no cálculo. Cada situação deve ser analisada individualmente.
Sim. Pessoas com deficiência ou idosos em situação de baixa renda podem ter direito ao BPC/LOAS, que é um benefício assistencial. Para isso, é preciso atender a critérios de renda e comprovação de necessidade.
Sim, mas com algumas restrições dependendo do tipo de aposentadoria. Em geral, quem se aposenta pode continuar trabalhando, mas não recebe novamente os mesmos direitos previdenciários. É importante avaliar o impacto disso no seu planejamento.

Direito de Família e Sucessões:

O Direito de Família e Sucessões trata de relações humanas profundas, que envolvem sentimentos, vínculos, patrimônios e decisões de grande impacto pessoal.

Nessa área, atuamos com responsabilidade, discrição e sensibilidade — seja em casos de divórcio, pensão, guarda de filhos, partilha de bens, inventários ou conflitos entre herdeiros.

O objetivo é sempre proteger direitos, garantir segurança jurídica e buscar soluções justas, respeitando a realidade de cada pessoa envolvida.

Se o casal estiver de acordo, não houver filhos menores ou incapazes, e a partilha estiver resolvida, é possível fazer o divórcio diretamente em cartório, com assistência de um advogado. Caso contrário, a separação deve ser feita judicialmente.
A pensão pode ser devida a filhos, ex-cônjuges ou pais, dependendo da situação. O valor e o prazo variam conforme a necessidade de quem recebe e a possibilidade de quem paga. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um advogado.
Sim, desde que haja motivos relevantes e o pedido seja feito de forma fundamentada. O principal critério da Justiça é o melhor interesse da criança. Mudanças podem ocorrer por acordo entre os pais ou por decisão judicial.
É necessário abrir um inventário para regularizar a partilha dos bens entre os herdeiros. Isso pode ser feito judicialmente ou em cartório, dependendo do caso. Quanto antes iniciar o processo, melhor para evitar conflitos e problemas com registros.
Em regra, herdeiros legais não podem ser excluídos sem justificativa. Existem exceções previstas em lei (como indignidade ou deserdação), mas são raras e exigem processo. Um advogado pode esclarecer se há direito legítimo à herança e como agir.

Contratos e Obrigações:

Toda relação jurídica baseada em um acordo — verbal ou escrito — envolve obrigações que precisam ser cumpridas.

Essa área do Direito protege quem deseja firmar contratos com clareza e responsabilidade, assim como quem precisa agir quando o acordo foi desrespeitado ou está sendo cobrado de forma indevida.

A atuação preventiva, com análise e elaboração correta dos contratos, pode evitar conflitos futuros. E, quando o problema já aconteceu, é possível buscar reparação, revisão ou até o cancelamento da obrigação assumida.

Sim. A maioria dos contratos não precisa ser escrita para ter validade jurídica. O contrato verbal é válido, desde que haja provas do que foi combinado, como mensagens, testemunhas ou pagamentos realizados.
Sim, é possível. Se houver provas da existência da obrigação (como transferências, notas fiscais, recibos ou reconhecimento de dívida), o credor pode buscar o pagamento judicialmente. Quanto mais clara for a documentação, mais fácil será a cobrança.
Depende do tipo de contrato e das cláusulas previstas. Em alguns casos, a desistência gera multa ou exige aviso prévio. Em outros, o Código de Defesa do Consumidor permite arrependimento. Cada situação deve ser analisada por um advogado.
Você pode exigir o cumprimento do contrato, pedir a rescisão ou até reparação pelos prejuízos causados. O primeiro passo é analisar o que está previsto no contrato e reunir provas da violação. A atuação jurídica pode ajudar a resolver a situação com mais segurança.
Em regra, herdeiros legais não podem ser excluídos sem justificativa. Existem exceções previstas em lei (como indignidade ou deserdação), mas são raras e exigem processo. Um advogado pode esclarecer se há direito legítimo à herança e como agir.

Direito Condominial:

Viver em condomínio exige o cumprimento de normas internas, respeito à coletividade e responsabilidade na gestão. Quando surgem conflitos entre moradores, descumprimento das regras ou dúvidas na administração, o Direito Condominial oferece os caminhos legais para resolver com segurança e clareza.

Atuamos na orientação de síndicos, conselhos e condôminos, na cobrança de inadimplentes, na mediação de conflitos e na revisão de convenções ou contratos com prestadores de serviço.

Sim, desde que a multa esteja prevista na convenção ou regimento interno e seja aplicada com base em infração comprovada. É importante seguir os procedimentos legais e garantir o direito de defesa ao morador.
Sim. O síndico responde civil e até criminalmente por atos praticados com negligência, imprudência ou desvio de função. A orientação jurídica é essencial para que ele atue com segurança e respaldo legal.
A jurisprudência é dividida. Em geral, o inadimplente não pode ser impedido de usar áreas essenciais (como garagem ou elevador), mas pode haver restrições ao uso de áreas recreativas. O ideal é buscar acordo antes que a dívida vire ação judicial.
É possível comunicar a administração ou o síndico, que poderá advertir ou multar conforme as normas internas. Se houver reincidência ou prejuízo aos demais, a situação pode ser levada à Justiça.
Sim, a dívida de condomínio prescreve em 5 anos, conforme o Código Civil. Durante esse prazo, o valor pode ser cobrado judicialmente com juros, correção e honorários. É recomendável resolver o mais cedo possível para evitar ações.

Cada situação jurídica tem sua particularidade, e a informação correta pode fazer toda a diferença na hora de agir com segurança. Se você se identificou com alguma das situações apresentadas ou deseja entender melhor como conduzimos cada caso, estamos à disposição para orientar com responsabilidade, clareza e respeito ao seu tempo.